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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Afonso O'Neill


Afonso O’Neill
Agente Comercial
Nasceu a 22 de Novembro de 1872 e faleceu em 8 de Julho de 1967, com a bonita idade de 94 anos.

Era filho de Joaquim Toriades O’Neill e de D. Prudenciana Gomes O’Neill.

Como seu pai era sócio-gerente da firma Toriades & Cª., que negociava por grosso e possuía armazéns de pescado (estiva), com escritórios em Lisboa e em Setúbal, no edifício defronte do Quartel, a sua actividade comercial teve início na sociedade pertencente à família.

Seria interessante registar que Joaquim Toriades O’Neill adquiriu aos liberais, em 1834, o extinto mosteiro dos franciscanos na freguesia d’Anunciada. Seu filho João (irmão de Afonso O’Neill), como herdeiro e administrador, mandou demolir parte do mosteiro, que mais tarde foi reedificado por Francisco José Pereira (irmão de Henrique Pereira) que o comprou por volta de 1870, para depois o vender aos padres lazaristas que ali fundaram um colégio em 1876.

O nosso ilustre conterrâneo pertencia, pois, a uma família muito numerosa, com profundas raízes na nossa cidade e cujas origens datam de há mais de três séculos.

Casou com D. Paulina Pereira Aguiam pertencente a uma conceituada família setubalense, não tendo havido filhos.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

José Maria de Moura Barata Feio Terenas

José Maria de Moura Barata Feio Terenas
DEPUTADO PELO CÍRCULO Nº 39, SETÚBAL


JORNALISTA E DIRECTOR GERAL DA SECRETARIA DA ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE, 61 annos de idade. Nasceu na Covilhã a 5 de Novembro de 1850. É um dos republicanos históricos mais em evidencia e um dos mais antigos senão o mais antigos, de quantos teem logar no primeiro parlamento republicano. N’um jornal de Coimbra, com Bernardino Pinheiro e outros fez os seus primeiros trabalhos de lucta democrática. Foi redactor do Debate e da Democracia, de que era proprietário e director José Elias Garcia, o primeiro deputado republicano que teve logar no parlamento e que combateu ministérios monarchicos presididos por Fontes Pereira de Melo, Anselmo José Braancamp e outros. Dirigiu também a Batalha que mais tarde passou a ter por titulo A Revolução de Janeiro.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Joaquim Brandão

Joaquim Brandão
DEPUTADO PELO CÍRCULO Nº 39, SETÚBAL

INSPECTOR DA FISCALISAÇÃO DAS SOCIEDADES ANONYMAS, 35 annos d’idade. Nasceu em Cezimbra a 8 de Outubro de 1876. Filho de José Maria Brandão e de D. Maria d’Arrabida Preto Brandão. Tomou parte em todos os trabalhos de organização partidária realisados em Setubal desde 1899. Foi secretário da Commissão Municipal Republicana d’aquella cidade e um dos fundadores do Centro republicano de Setubal, de cuja assembléa geral é presidente desde a fundação. No dia 5 de Outubro foi proclamado vogal da comissão administrativa do município de Setubal, de que é hoje presidente. Tambem presidiu à comissão organizadora do Congresso Republicano de Setubal em 1909. Representou o partido em vários congressos.
Joaquim Brandão foi fundador e redactor do jornal A Folha, de Setubal, em 1899, e fundador e director do jornal O Sul que iniciou a sua publicação em 1901. Collaborou em vários jornais do partido.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Jorge de Vasconcellos Nunes

Jorge de Vasconcellos Nunes
DEPUTADO PELO CÍRCULO Nº 39, SETÚBAL

AGRICULTOR E PROPRIETARIO - 33 annos d'idade. Natural de Grandola. FIlho do Dr. José Jacintho Nunes, tambem deputado á Assembleia Nacional Constituinte, e de D. Maria da Natividade Paes de Vasconcellos Nunes. Tem o curso de agricultor pela Escola Nacional d'Agricultura de Coimbra que concluiu em 1900. Tem collaborado nos jornaes: Paiz, Lanterna, Mundo, Lucta, Democracia do Sul e Pedro Nunes. Em muitas terras do paiz tem realisado conferencias e comicios sempre de caracter republicano.




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Francisco de Salles Ramos da Costa

Iniciamos hoje um conjunto de quatro biografias dos deputados da 1ª República eleitos pelo Círculo de Setúbal.

Francisco de Salles Ramos da Costa
DEPUTADO PELO CIRCULO Nº 39, SETUBAL

CORONEL D’ARTILHARIA. 56 annos d’edade. Natural de Lisboa. Fez o curso preparatório para a arma de artilharia na Escola Polytechnica e o curso da mesma arma que concluiu em 1878 na Escola do Exercito. Tem escripto diversos artigos no Diario de Noticias, Seculo e Revista de Artilharia, de que já foi director.
Tem desempenhado varias comissões officiaes de serviço extraordinário e entre ellas foi incumbido de presidir a uma comissão para continuar o fabrico de material de guerra em Braço de Prta, e escolher os mecanismos necessários para o fabrico de todas as munições de artilharia que actualmente ali se manufacturam. Foi depois encarregado de receber na Allemanha as referidas machinas e de dirigir a sua montagem d’installação. Concluida esta e sendo então director da extincta fundição de canhões, foi nomeado director da fabrica de Braço de Prata, logar que actualmente desempenha.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Afonso Augusto Galvão


- Sacerdote –
Nasceu em Setúbal a 4 de Outubro de 1883 e faleceu a 31 de Dezembro de 1958, com 75 anos de idade.
Era filho de António Francisco Galvão (modesto pescador) e de D. Maria do Rosário.
Paroquiou a freguesia de N.ª Sª da Anunciada durante 30 anos, tendo celebrado a sua 1ª. Missa no dia 1 de Janeiro de 1904 na Igreja de S. Sebastião, em cuja freguesia nasceu.
Foi comissário da Ordem Terceira do Carmo, nesta cidade.
Toda a sua vida foi um verdadeiro sofrimento. Era muito esmoler e caritativo, além de francamente amável e popular, pelo que sofria com os que sofriam. Chegou ao ponto de pagar mensalmente 5 rendas de casa de famílias pobres.
Na alutra que era prior em Marateca, fazia a viagem de madrugada, em bicicleta. Foi assaltado 2 vezes e roubaram-lhe o relógio e tudo o que levava.
Quando da revolução de 1910 todos os sacerdotes foram obrigados a fugir. Só ele quis ficar junto dos seus paroquianos, o que resultou num grande esforço, quer pelas visitas aos moribundos, quer nos funerais, feitos sempre a pé. E assim, anos passados, tinha as pernas cheias de chagas, provocadas pelas varizes crónicas. Mas apesar do seu sofrimento, tinha sempre um sorriso e uma anedota engraçada para distrair os que o rodeavam.
Na última fase da sua doença (que durou 10 anos) recebeu a visita do Senhor Cardeal Patriarca, D. Gonçalves Cerejeira, e do Senhor Padre Cruz.
Foi na verdade um digno sacerdote, que pelos seus actos granjeou gerais simpatias de toda a cidade e em particular dos seus queridos paroquianos da Anunciada.

in Vultos Setubalenses, p. 13-14

terça-feira, 24 de maio de 2011

José Afonso



AFONSO, José. Cantor (Aveiro 2.8.1929-Setúbal 23.2.1987). Formou-se em Ciências Históricas e Filosóficas na Universidade de Coimbra, tendo exercido o magistrado liceal. A partir de 1969 dedicou-se em exclusivo à actividade musical. O seu nome impôs-se com Baladas e Canções, 1964. A Casa da Imprensa galardoou-o em 1969, 1970 e 1971 como o melhor compositor e intérprete de música ligeira. A sua canção Grândola, Vila Morena, utilizada como sinal para o arranque da revolução de 25.4.1974, tornou-se uma espécie de hino do Movimento das Forças Armadas.

in O Grande Livro dos Portugueses

sábado, 21 de maio de 2011

Prato de Fainça


Lima de Freitas - 1927-1998
"Sem título"
prato em fainça  policromada e vidrada, assinado, marcado do ATELIER D'ART ET CÉRAMIQUE DE CHARDENOUX (Borgonha).
Dim. - 30 cm.

Preço: 200 - 300 €

in LEILÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA, 31 DE JANEIRO DE 2011, Cabral Moncada Leilões

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Adriano de Morais


Adriano de Morais
- Gerente Comercial -

Nascido a 28 de Janeiro de 1890 veio a falecer em 15 de Fevereiro de 1956, com a idade de 66 anos.
Era filho de Manuel Gonçalves de Morais e de D. Maria do Rosário Pereira Morais.
Seu pai tornou-se conhecido pelo Manuel das Borras, por se ter dedicado à compra e venda de borras de azeite, tendo como colaborador e sócio o bondoso amigo Joaquim Venâncio.


sábado, 7 de maio de 2011

Menina na Fonte

Lima de Freitas (1927-1998)
"Sem Título (Menina na Fonte)"
tinta da China sobre papel,
assinada e datada de 1972

Nota: a presente obra integrou a exposição "Desenhos de Limas de Freitas, sobre o tema «Lírica» de Camões, Galeria Prisma, Lisboa, 6 a 22 de Dezembro de 1973, encontrando-se reproduzida no respectivo catálogo, p. 18.
Dim. - 43 x 28 cm

in Catálogo de Leilão de Arte Moderna e Contemporânea, 2 e 3 de Maio de 2011, Cabral Moncada Leilões.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ana de Broughton Gamito

Os terrenos e as instalações primitivas da Casa de Sant'Ana, onde funciona actualmente um infantário e um colégio com internamento para raparigas, foi doado por esta senhora a uma Congregação Religiosa.

in Mulheres que deram Nomes a Ruas de Setúbal,

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Luciano Santos

Luciano Santos - PINTOR CONTEMPORÂNEO, nascido em Setúbal em 1911, de cunho vincadamente moderno, que cultiva a composição e a paisagem e se distingue sobretudo nos trechos citadinos, de grande animação e de intenso colorido. Os seus aspectos de Lisboa impõem-se pela originalidade de visão e pelo fulgor e limpidez das tintas. Executou um vasto tríptico, «Setubalense ilustres», que reúne as grandes figuras de Setúbal através dos séculos, com relevo para Bocage e Luísa Todi.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Almeida Bruxo


Fotografia: Américo Ribeiro

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

BERNARDO SANCHES PEREIRA DE GUSMÃO E VASCONCELLOS

BERNARDO SANCHES PEREIRA DE GUSMÃO E VASCONCELLOS, natural da Villa de Setubal, filho de Francisco Sanches Pereira de Gusmão e Vasconcellos e neto de Bernardo Sanches Pereira. Fidalgo Cavaleiro, por Alvará de 28 de Julho de 1825. Livro 21 das Mercês d’El-Rei D. João VI, folhas 284 verso. 


in Diccionario Aristocratico Contendo os Alvarás dos Foros da Fidalguia da Casa Real Que Se Achão Registados nos Livros das Mercês Hoje Pertencentes ao Archivo da Torre do Tombo Desde Os Mais Antigos Que Nelles Há Até Aos Actuaes. Tomo Primeiro – A-E -, Lisboa, Imprensa Nacional, 1840, p. 350

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

BERNARDO SANCHES PEREIRA DE GUSMÃO BARRET

BERNARDO SANCHES PEREIRA DE GUSMÃO BARRETO, natural da Villa de Setubal, filho de João José Sanches Pereira Gusmão e Vasconcellos, Fidalgo da minha Casa. Fidalgo Cavaleiro, por Alvará de 10 de Fevereiro de 1828. Livro 1 das Mercês da Infanta Regente, folhas 151 verso. 

in Diccionario Aristocratico Contendo os Alvarás dos Foros da Fidalguia da Casa Real Que Se Achão Registados nos Livros das Mercês Hoje Pertencentes ao Archivo da Torre do Tombo Desde Os Mais Antigos Que Nelles Há Até Aos Actuaes. Tomo Primeiro – A-E -, Lisboa, Imprensa Nacional, 1840 p. 350

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ANTONIO XAVIER DE MIRANDA HENRIQUES

ANTONIO XAVIER DE MIRANDA HENRIQUES, natural da Villa de Setubal, filho de Fernando de Miranda Henriques, Moço Fidalgo, e neto de Luiz de Miranda Henriques. Moço Fidalgo, por Alvará de 25 de Novembro de 1761. Livro 19 das Mercês d’ El-Rei D. José, folhas 260. Fidalgo Capellão, por Alvará de 22 de Dezembro de 1779. Livro 8 das Mercês da Rainha D. Maria I, folhas 250. 

in Diccionario Aristocratico Contendo os Alvarás dos Foros da Fidalguia da Casa Real Que Se Achão Registados nos Livros das Mercês Hoje Pertencentes ao Archivo da Torre do Tombo Desde Os Mais Antigos Que Nelles Há Até Aos Actuaes. Tomo Primeiro – A-E -, Lisboa, Imprensa Nacional, 1840, p. 276.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ANTONIO FILIPPE FORJAZ PEREIRA

ANTONIO FILIPPE FORJAZ PEREIRA, natural da Villa de Setubal, filho de Jorge de Cabedo Vasconcellos, Moço Fidalgo, e neto de José Cabedo de Vasconcellos. Moço Fidalgo, por Alvará  de 20 de Fevereiro de 1722. Livro 13 das Mercês d’ El-Rei D. João V. folhas 410 verso. 


in Diccionario Aristocratico Contendo os Alvarás dos Foros da Fidalguia da Casa Real Que Se Achão Registados nos Livros das Mercês Hoje Pertencentes ao Archivo da Torre do Tombo Desde Os Mais Antigos Que Nelles Há Até Aos Actuaes. Tomo Primeiro – A-E -, Lisboa, Imprensa Nacional, 1840, p. 119

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ANTONIO DE BRITO E MELLO CABRAL

ANTONIO DE BRITO E MELLO CABRAL, natural da Villa de Setubal, filho de Bento Antonio de Brito Mello, Moço Fidalgo, e neto de João de Brito Melo. Moço Fidalgo, por Alvará de 13 de Fevereiro de 1719. Livro 10 das Mercês, d’ El-Rei D. João V, folhas 387. 




in Diccionario Aristocratico Contendo os Alvarás dos Foros da Fidalguia da Casa Real Que Se Achão Registados nos Livros das Mercês Hoje Pertencentes ao Archivo da Torre do Tombo Desde Os Mais Antigos Que Nelles Há Até Aos Actuaes. Tomo Primeiro – A-E -, Lisboa, Imprensa Nacional, 1840, p. 85

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ANTÓNIO DE BRITTO DE MELLO

ANTÓNIO DE BRITTO DE MELLO, natural da Villa de Setubal, filho de João de Brito de Mello, Moço Fidalgo, e neto de João de Brito de Mello. Moço Fidalgo, por Alvará de 8 de Outubro de 1710. Livro 4 das Mercês, d’El-Rei D. João V, filhas 505 verso. 


in Diccionario Aristocratico Contendo os Alvarás dos Foros da Fidalguia da Casa Real Que Se Achão Registados nos Livros das Mercês Hoje Pertencentes ao Archivo da Torre do Tombo Desde Os Mais Antigos Que Nelles Há Até Aos Actuaes. Tomo Primeiro – A-E -, Lisboa, Imprensa Nacional, 1840, p.84-85

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Francisco de Mello de Vasconcellos e Lima

FRANCISCO DE MELLO DE VASCONCELLOS E LIMA, natural (segundo me dizem) da villa de Setubal, posto que não haja mais precisas indicações de suas circumstancias pessoaes. - E. 
1512) Discurso preliminar á Mathematica: por occasião da abertura da aula desta sciencia, que hoje serve de instrucção aos ordinandos do bispado de Beja. Lisboa, na Reg. Offic. Typ. 1792, 4º de 53 pag. - Vi um exemplar na livraria do extincto convento de Jesus.

in SILVA, Innocencio Francisco, Diccionario Bibliographico Portuguez. 
Lisboa. Imprensa Nacional, 1854, Tomo III p. 12 

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